Preciso de atirar os animais internos para o papel, numa purga diária. Se não os depuro, crescem. E há mais: quero um repositório do que faço, pouco ou muito. Por isso, que se lixe. Cada entrada será o que for e espero que isso ajude.

Modern day presidential

Nos Estados Unidos, querem que Trump viva à altura da palavra presidential. Nas primárias, quando o toleravam enquanto mal evitável, presidencial era o que se reservava para Hillary. Que o selvagem gozasse com um jornalista deficiente, atacasse Megyn Kelly, retomasse as diatribes contra Rosie O’Donnell, ou até que tolerasse discursos e acções violentas, era grave mas não representava nada para além de um defeito de carácter óbvio que apenas o comprometia a ele. Portanto, a palavra estava fora do seu alcance. Entretanto passou 2015, passou 2016 e aqui estamos: exigem que viva à altura de presidential. E que fasquia é essa, afinal? Ao que parece, deixou de ser a verdadeira dimensão do cargo, que de facto o transcende e muito, nem é coordenar eficazmente uma administração, coisa de que ele se mostra incapaz. A palavra agora tem apenas um significado, diminuído sucessivamente para se ajustar a Trump: já só é sinónimo de não mentir e ser decente. Acontece que, depois de centenas de tweets, em particular dos últimos contra Mika Brzezinski, nem isso ele consegue. Sad!

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