Preciso de atirar os animais internos para o papel, numa purga diária. Se não os depuro, crescem. E há mais: quero um repositório do que faço, pouco ou muito. Por isso, que se lixe. Cada entrada será o que for e espero que isso ajude.

Entrada#8

Ontem à tarde, trabalho de campo. A placa, pelos vistos, era psicológica, porque, embora dissesse vigilância constante, entrámos sem que nos abordassem. Eis o PdA, igual a quando desistiram de o construir. É realmente uma chaga de cimento e custa-me acreditar que se viveu ali, só uma grande fome de abrigo e sobrevivência levaria a tal. O A. parecia devolvido ao seu meio, companhia certeira para entrar num complexo abandonado. Chegámos ao museu dos pilares armados, dos ângulos rectos e das extensões abertas. Os grafittis saltam de coluna em coluna mas não há vestígios de outra vida. Explorámos patamares, recantos, escadas e torreões. Fomos à cave, que era o que interessava. Procurei um recanto onde montar uma barraca mas não o encontrei, tudo demasiado grande e liso para privacidade. G. e o prédio são semelhantes, inacabados. Feita esta pesquisa para continuar o livro, ocorre-me que escolhi um cenário melhor do que qualquer outro.

 

Entrada#9

Modern day presidential