Preciso de atirar os animais internos para o papel, numa purga diária. Se não os depuro, crescem. E há mais: quero um repositório do que faço, pouco ou muito. Por isso, que se lixe. Cada entrada será o que for e espero que isso ajude.

Entrada#5

Ontem encontrei um livro que ajuda a dar mais traços a G., mais vida. Parece-me essencial ler e reler. A ideia que sai logo das primeiras páginas, no que diz respeito ao problema central, é esta, pelas minhas palavras: «Flutuava, excedia-se e queria aterrar em local mais certo, onde deixasse o formigueiro do corpo. Sentir-se protegida, encasulada, ao invés de navegar à deriva, sujeita a qualquer olhar. E por isso sentia-se em constante rejeição.» Parece um bocado hermético mas para mim até faz sentido. E depois há isto: quanto mais leito, mais escrevo. Mesmo as obras sobre o cosmos que tenho lido ultimamente, muito distantes disto tudo, incitam a escrita como adubo. Belo estrume.

Entrada#6

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