Preciso de atirar os animais internos para o papel, numa purga diária. Se não os depuro, crescem. E há mais: quero um repositório do que faço, pouco ou muito. Por isso, que se lixe. Cada entrada será o que for e espero que isso ajude.

Entrada#2

Devo estipular algumas coisas. Primeiro, não travar o texto. Este que vá em frente sem tropeços na revisão, essa parente pobre da escrita. Rever, só no dia seguinte e depois em força quando tiver acabado o livro. Voltar à espiral do primeiro capítulo é que não. Segundo, talvez não seja mau reler a pesquisa e sistematizar as ideias essenciais, até porque não quero a cabeça cheia disso, mas sim do que vem depois. Da ficção que faço dali. Terceiro, devia voltar ao mind map para perceber se o esquema continua sólido, tendo em conta o estado de coisas. Quarto, o "estado de coisas". Uma orgia tão grande de falhanços que até dá gosto. Posso orgulhar-me. Acho que a G. está mal pensada porque é tão o oposto de mim. Implica por isso mais trabalho de campo, pelo menos assim perceberei melhor as circunstâncias. No próximo fim-de-semana devia visitar a sério o PdA, não como da última vez. Talvez na companhia do Z.A. consiga forçar a entrada e tirar fotografias. Estará muito diferente de 2006? A cave deve dar a impressão de um Gólgota, se é que taparam o fosso. Por outro lado, não devo prender-me demasiado à realidade. Entretanto não pensar em nada que seja exterior à história – que seja meu e das minhas palhaçadas. Urge confiar na história e explodir com o resto. Só eu me obrigo.

Entrada#3

Entrada#1