Preciso de atirar os animais internos para o papel, numa purga diária. Se não os depuro, crescem. E há mais: quero um repositório do que faço, pouco ou muito. Por isso, que se lixe. Cada entrada será o que for e espero que isso ajude.

Entrada#1

Leio o diário das Vinhas da Ira e Steinbeck repete a cada dia o quanto aqueles parágrafos o ajudam. Centram o trabalho, acalmam e enfrentam os medos. E eu preciso disso. De desbravar uma selva só minha. A preguiça é o primeiro dos animais e teima em ser o último. Quer enfiar as garras em cada recanto, pendurar-se. Se conseguíssemos ver os génios de Philip Pullman, quantas pessoas encontraríamos na rua com preguiças agarradas às costas? Mas a companhia serve de pouco, porque cada um se afunda como quer. A única fuga disto é para a frente, não me interessa a que ritmo. Suponho que o meu único interlocutor é também o menos fiável. Por isso concordo com Steinbeck, preciso de atirar os animais internos para o papel, numa purga diária. Se não os depuro, crescem. E há mais: quero um repositório do que faço, pouco ou muito. Por isso, que se lixe. Cada entrada será o que for e espero que isso ajude.

Entrada#2

Ciclo contínuo